Segurança confessou furto da prova do Enem, diz advogado
Segurança confessou furto da prova do Enem, diz advogado

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O segurança do consórcio contratado pelo MEC (MInistério da Educação) para fazer a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), Felipe Pradella, confessou ter obtido cópias da prova e tentar distribuí-las a veículos de comunicação ao prestar depoimento na tarde desta quinta-feira à Polícia Federal (PF) de São Paulo. A informação foi repassada à imprensa pelo advogado do o advogado Luiz Vicente Bezinelli, que defende o dono de uma pizzaria nos Jardins, Luciano Rodrigues, indiciado por ser suspeito de envolvimento no vazamento da prova.
Durante o depoimento, Pradella apontou outras duas pessoas envolvidas com esquema de fraude na prova do Enem. A PF deve ouvir ainda nesta tarde os dois suspeitos pelos crimes. Pradella será indiciado por três crimes.
Além do segurança e do dono da pizzaria, o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid admitiu ter procurado jornalistas para comunicar sobre a violação do sigilo e foi indiciado. De acordo com a PF, as investigações devem ser concluídas até quarta-feira, dia 7.
Amadorismo
A PF está convencida, nessa etapa do inquérito, que está diante de um grupo de amadores. "É coisa primária", avaliou um investigador. O que reforça essa tese, na avaliação dos federais, é o fato de os envolvidos terem procurado repórteres de vários veículos da mídia para tentar vender a papelada.
"Só mesmo um idiota iria querer vender notícia para repórter", observou o policial. Para a PF, o grupo acreditou que poderia levantar "dinheiro fácil". Segundo Gregory, o segurança disse a um jornalista que uma emissora de TV já teria oferecido R$ 500 mil pelas provas. "Ele (Pradella) queria ver se aumentava o valor", contou Gregory.
Durante o depoimento, Pradella apontou outras duas pessoas envolvidas com esquema de fraude na prova do Enem. A PF deve ouvir ainda nesta tarde os dois suspeitos pelos crimes. Pradella será indiciado por três crimes.
Além do segurança e do dono da pizzaria, o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid admitiu ter procurado jornalistas para comunicar sobre a violação do sigilo e foi indiciado. De acordo com a PF, as investigações devem ser concluídas até quarta-feira, dia 7.
Amadorismo
A PF está convencida, nessa etapa do inquérito, que está diante de um grupo de amadores. "É coisa primária", avaliou um investigador. O que reforça essa tese, na avaliação dos federais, é o fato de os envolvidos terem procurado repórteres de vários veículos da mídia para tentar vender a papelada.
"Só mesmo um idiota iria querer vender notícia para repórter", observou o policial. Para a PF, o grupo acreditou que poderia levantar "dinheiro fácil". Segundo Gregory, o segurança disse a um jornalista que uma emissora de TV já teria oferecido R$ 500 mil pelas provas. "Ele (Pradella) queria ver se aumentava o valor", contou Gregory.