Polícia apreende materiais e bombas de grupo neonazista

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Polícia Civil do Rio Grande do Sul apreende cerca de 300 peças de propaganda de um grupo neonazista batizado de New Land; havia três bombas de fabricação caseira, além de uniformes militares, suásticas, DVDs, livros e armas. A polícia acredita que o grupo planejava ataques em massa contra homossexuais e sinagogas; os neonazistas eram organizados seguindo uma lógica militar e tentavam recrutar "soldados".

Segundo o delegado Paulo César Jardim, responsável pela operação, os nazistas estavam preparando ataques a grupos homossexuais e a sinagogas. A polícia suspeita que o grupo tenha ligação com dez assassinatos no Rio Grande do Sul nos últimos dois meses. "Eles planejavam ataques em massa", disse Jardim.

A operação, no entanto, não efetuou prisões no Rio Grande do Sul. Os integrantes do New Land estavam, segundo a polícia, na fase de planejamento e só poderiam ser presos, disse o delegado, se defendessem publicamente o nazismo. "Eles não tiveram tempo de agir porque chegamos antes", informou Jardim.

Segundo o titular da 1ª DP gaúcha, o grupo começou a crescer nos últimos meses e passou a planejar ações vinculadas à ideia de uma sociedade baseada num conceito de pureza racial.

As apreensões foram feitas em cinco casas em cidades da região metropolitana. O grupo atuava em Porto Alegre, Cachoeirinha e Viamão, além de duas cidades da serra gaúcha que não foram reveladas pela polícia. O líder do grupo, segundo Jardim, é um jovem de 21 anos com antecedentes por homicídio.

A organização do grupo, segundo o delegado, obedecia a uma lógica militar. Além de um porta-voz com funções políticas, uma facção era responsável pela propaganda, e outra tinha a missão de recrutar "soldados". Cerca de 40 pessoas estão sendo investigadas, suspeitas de integrar o grupo.

Entre o material apreendido havia facas, estiletes, roupas com suásticas, uniformes militares e DVDs de doutrinação nazista. As três bombas, segundo o delegado, foram construídas com pregos e parafusos, mas tinham um limitado poder de destruição. "Mesmo assim, tenho certeza que salvamos algumas vidas", disse o delegado.

O grupo, que vem sendo investigado pela polícia há pelo menos 8 anos, é a ramificação de uma organização nazista com sede em São Paulo. O líder do grupo paulista, Ricardo Barolo, foi preso há 20 dias no Paraná, acusado de homicídio.

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