Petrobras consolida retorno aos fertilizantes com primeira produção de ureia na Ansa

Petrobras retoma produção de ureia na Ansa e investe R$ 870 milhões no Paraná

Petrobras consolida retorno aos fertilizantes com primeira produção de ureia na Ansa
Fim da hibernação: Fábrica da Petrobras volta a produzir fertilizantes e projeta dominar 20% do mercado Foto: Divulgação
Por Francieli Anjos |
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A Petrobras atingiu um marco operacional estratégico nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, ao iniciar a produção de ureia na unidade da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná. A retomada ocorre após um hiato de seis anos — a planta estava em processo de hibernação desde 2020 — e sinaliza a execução do plano de investimentos da estatal para reduzir a dependência brasileira de insumos importados.

A operação na fábrica paranaense recebeu um aporte financeiro de R$ 870 milhões, destinados à modernização, inspeções técnicas e recomposição de ativos. Segundo dados da Petrobras, a mobilização para a reativação gerou mais de 2 mil empregos temporários, além de consolidar cerca de 700 postos de trabalho diretos para a operação regular da planta.


Capacidade produtiva e impacto no mercado nacional

Localizada em Araucária (PR), estrategicamente próxima à Refinaria Getúlio Vargas (Repar), a Ansa possui uma capacidade nominal robusta:

  • Ureia: 720 mil toneladas/ano (aproximadamente 8% da demanda nacional).

  • Amônia: 475 mil toneladas/ano.

  • ARLA 32: 450 mil m³/ano (insumo essencial para o controle de emissões em veículos a diesel).

De acordo com o Diretor Industrial e Presidente Interino da Ansa, Marcelo dos Santos Faria, a produção de ureia é o passo final de uma escalada que já havia iniciado com a entrega de amônia e ARLA 32 através de contratos de industrialização. "Estamos retomando uma operação estratégica. Ampliar a capacidade interna desse insumo é cada vez mais relevante para o Brasil", destacou o executivo.


Redução da dependência externa e metas para 2029

O setor de fertilizantes é considerado sensível para a soberania alimentar e para o agronegócio brasileiro, que historicamente importa a maior parte de sua necessidade de nitrogenados. Com a Ansa em operação, somada às unidades FAFEN-BA (Bahia) e FAFEN-SE (Sergipe) — reativadas entre o final de 2025 e o início de 2026 — a Petrobras projeta deter 20% do mercado interno de ureia.

A estratégia de expansão não termina no Paraná. William França, diretor de Processos Industriais da companhia, reforça que os investimentos são baseados em viabilidade técnica e econômica. O cronograma aponta para um salto ainda maior em 2029, com a previsão de entrada em operação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). Quando a UFN-III estiver operando, a expectativa é que a Petrobras atenda 35% do mercado nacional.


Oportunidades e Protocolo de Contratação

A reativação de unidades industriais desse porte movimenta toda a cadeia de serviços regional, desde logística até manutenção industrial especializada.

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