Gigante em Expansão: Grupo Viralcool consolida nova era com aquisições da Usina Andrade e Unidade Avaré

Quem segura a Viralcool? Grupo consolida nova era com aquisições estratégicas em São Paulo.

Gigante em Expansão: Grupo Viralcool consolida nova era com aquisições da Usina Andrade e Unidade Avaré - Setor de usinas em movimento: Viralcool aproveita janelas de mercado para crescer em escala
Setor de usinas em movimento: Viralcool aproveita janelas de mercado para crescer em escala - Foto: Divulgação
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O setor sucroenergético brasileiro testemunha uma das expansões mais robustas da década. O Grupo Viralcool, controlado pela tradicional família Toniello, deixou de ser um player regional para se consolidar como uma potência nacional. Em um intervalo de poucos meses, o grupo não apenas garantiu a aquisição da Usina Andrade, pertencente à francesa Tereos, como também avançou estrategicamente sobre a unidade de Avaré, da Usina Furlan.

A Manobra de Mestre em Pitangueiras: Usina Andrade

A aquisição da Usina Andrade, localizada em Pitangueiras (SP), é simbólica. A unidade era um dos ativos estratégicos da Tereos, a segunda maior produtora de açúcar do país. Com essa transação, a Viralcool — que já possui sede e unidades no mesmo município — otimiza sua logística e ganha uma musculatura invejável:

  • Aporte de Matéria-Prima: O negócio envolve a cessão de uma base agrícola de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

  • Eficiência Geográfica: Ao absorver uma unidade vizinha, o grupo maximiza o uso de suas frotas e estruturas de apoio, criando um "cluster" de produção altamente competitivo no coração de São Paulo.

O Fôlego Novo em Avaré: Oportunidade e Estratégia

Enquanto finaliza os trâmites com a Tereos, a Viralcool demonstrou agilidade ao entrar no processo de recuperação judicial da Usina Furlan. A alienação da unidade de Avaré por R$ 150 milhões, aprovada recentemente pela Justiça via DIP Financing, coloca a Viralcool em uma posição de salvaguarda e crescimento:

  • Ativos de Peso: São 2.300 hectares de terras próprias e uma capacidade de colheita imediata de 200 mil toneladas.

  • Modelo de Negócio: Além do aporte financeiro para quitar credores da Furlan, a Viralcool pagará um valor mensal pela exploração da Unidade Produtiva Isolada (UPI), mantendo-se como favorita em um futuro leilão de venda definitiva.

O Novo Patamar do Grupo Viralcool

Com essas movimentações, a Viralcool salta de três para cinco unidades sob gestão direta (Pitangueiras, Sertãozinho, Castilho, Andrade e Avaré). Na safra anterior, o grupo já havia registrado um faturamento de R$ 2,6 bilhões e lucro líquido de R$ 366 milhões.

Analistas do setor apontam que a estratégia da família Toniello é clara: aproveitar o momento de reorganização de grandes grupos (como a Tereos e a própria Raízen, que também desinveste em ativos) para ocupar espaços com gestão pé no chão e alta eficiência operacional.

O que esperar para a Safra 26/27?

Com a integração das novas unidades, a Viralcool projeta um salto significativo na moagem total, aproximando-se do topo do ranking das maiores empresas do setor no Centro-Sul. A diversificação de produtos — açúcar, etanol, energia e levedura — aliada a uma estrutura de capital fortalecida, coloca o grupo como o principal nome a ser observado nos próximos leilões e movimentações de M&A (fusões e aquisições) do agronegócio brasileiro.

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