Petrobras lidera megaprojeto de US$ 450 milhões para monitoramento sísmico na Bacia de Santos

Petrobras investe US$ 450 milhões em monitoramento sísmico no Campo de Mero

Petrobras lidera megaprojeto de US$ 450 milhões para monitoramento sísmico na Bacia de Santos
Com tecnologia inédita e IA, Petrobras quer extrair o máximo de petróleo do Campo de Mero CenpesNVC - Jonathan Silva dos Santos e Vinicius Nunes
Por Francieli Anjos |
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A Petrobras, em conjunto com seus parceiros do Consórcio de Libra, oficializou um investimento histórico de US$ 450 milhões para a implementação do maior projeto de monitoramento sísmico submarino do mundo. A iniciativa utiliza o sistema PRM (Permanent Reservoir Monitoring), uma tecnologia de ponta que funciona como um "ultrassom" contínuo do subsolo marinho, permitindo acompanhar em tempo real a movimentação de óleo, gás e água no Campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.

O projeto é pioneiro em águas ultraprofundas e visa maximizar a eficiência de um dos ativos mais produtivos do país. Em janeiro de 2026, o Campo de Mero atingiu a marca expressiva de 680 mil barris por dia, consolidando-se como peça fundamental na matriz energética nacional.


Tecnologia PRM e Eficiência Operacional

A tecnologia de Monitoramento Permanente de Reservatórios consiste na instalação de uma rede fixa de sensores e instrumentos ópticos no leito oceânico. Diferente dos levantamentos sísmicos tradicionais, que são realizados periodicamente por navios, o PRM fornece dados constantes sobre o comportamento geológico.

De acordo com dados do consórcio, essa infraestrutura permite:

  • Aumento da recuperação: Identificação precisa de bolsões de óleo ainda não explorados.

  • Redução de custos: Otimização das intervenções nos poços e melhor planejamento da malha de extração.

  • Sustentabilidade: A maximização da produção ocorre sem o aumento proporcional das emissões, reduzindo a pegada de carbono por barril extraído.


Cronograma e Expansão: Mero 1 ao Mero 4

A implementação do sistema foi dividida em etapas estratégicas para cobrir toda a extensão do campo.

Primeira Fase Concluída

Em março de 2026, foi finalizada a instalação de 460 km de cabos ópticos, cobrindo uma área de 222 km². Esta rede já atende aos FPSOs (Floating Production Storage and Offloading) Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). A coleta dos primeiros dados está prevista para iniciar ainda no segundo trimestre deste ano.

Segunda Fase em Andamento

A próxima etapa contempla a fabricação e instalação de mais 316 km de cabos, abrangendo uma área adicional de 140 km². Esta fase integrará as unidades Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4), com conclusão prevista para 2027.


Inteligência Artificial e Parceria Acadêmica

Um dos diferenciais deste projeto é a integração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Petrobras utilizará algoritmos de Inteligência Artificial para processar o imenso volume de dados gerados pelos sensores.

Atualmente, o processamento ocorre em computadores instalados a bordo das plataformas, mas o plano estratégico prevê a transmissão desses dados via fibra ótica diretamente para a sede da companhia no Rio de Janeiro. Além da otimização comercial, os dados serão compartilhados para fins de pesquisa científica, elevando os padrões de segurança operacional no setor de óleo e gás.


Estrutura do Consórcio de Libra

O campo unitizado de Mero é operado pela Petrobras (38,6%) em parceria estratégica com:

  • Shell Brasil Petróleo Ltda. (19,3%)

  • TotalEnergies EP Brasil Ltda. (19,3%)

  • CNPC (9,65%)

  • CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (9,65%)

  • Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) (3,5%), que atua como gestora do contrato e representante da União.



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