Conexão física da Ponte da Bioceânica entre Brasil e Paraguai deve ocorrer em junho

O fim da balsa? Veja como está a obra da ponte que vai ligar o MS ao Paraguai

Conexão física da Ponte da Bioceânica entre Brasil e Paraguai deve ocorrer em junho - Com financiamento da Itaipu, Ponte da Bioceânica entra na fase final de construção
Com financiamento da Itaipu, Ponte da Bioceânica entra na fase final de construção - Divulgação
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A integração física entre Brasil e Paraguai, por meio da Ponte da Bioceânica, entrou em sua contagem regressiva final. Localizada sobre o Rio Paraguai, a estrutura que ligará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (PY) está com menos de 50 metros de vão livre para a conexão total dos tabuleiros. Segundo cronograma atualizado da Itaipu Binacional, responsável pelo financiamento da obra, a conclusão da parte física está prevista para junho de 2026.

Avanço das obras e impacto logístico

Atualmente, as frentes de trabalho em ambos os lados da fronteira concentram esforços na finalização dos aduelas que compõem o vão central. A ponte é considerada o "coração" do Corredor Bioceânico, um projeto estratégico que visa conectar o Porto de Santos, no Brasil, aos portos do Chile, reduzindo significativamente o tempo de transporte de mercadorias para o mercado asiático.

  • Extensão total: Aproximadamente 1.294 metros.

  • Vão central: Mais de 350 metros de largura sobre o leito do rio.

  • Financiamento: Investimento integral da margem paraguaia da Itaipu Binacional.

A estrutura não apenas facilita o escoamento da produção agroindustrial do Centro-Oeste brasileiro, mas também promete transformar a dinâmica econômica de Porto Murtinho, que já recebe investimentos em infraestrutura urbana e acesso rodoviário para suportar o aumento do fluxo de carretas.

Próximas etapas

Após a junção física em junho, o cronograma prevê a fase de acabamentos, que inclui a pavimentação asfáltica, instalação de guardrails, iluminação e sinalização técnica. A expectativa é que, com a ponte concluída, o tempo de viagem para exportações brasileiras via Oceano Pacífico seja reduzido em até 14 dias em comparação com a rota atual pelo Canal do Panamá.

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