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Falta de chuvas e a queda da safra de cana

Centro-Sul enfrenta cenário crítico com estiagem prolongada e projeções conflitantes para a próxima temporada

Falta de chuvas e a queda da safra de cana - Safra de cana-de-açúcar - Elza Fiúza/Agência Brasil
Safra de cana-de-açúcar - Elza Fiúza/Agência Brasil
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A escassez de chuvas registrada em fevereiro e no início de março em grande parte das regiões canavieiras do Centro-Sul do Brasil agravou ainda mais a situação das lavouras já impactadas pela severa estiagem de 2024. O cenário, que já preocupava produtores e usinas, acende agora um sinal de alerta mais forte para a safra de cana-de-açúcar 2025/26, que começa oficialmente em abril.

Se no final do ano passado ainda havia incertezas quanto ao impacto da seca e dos incêndios sobre o desenvolvimento da próxima colheita, o panorama atual indica uma tendência mais negativa. As lavouras enfraquecidas pela falta de água enfrentam dificuldades de recuperação, o que pode comprometer significativamente o rendimento agrícola da próxima safra. Com informações Globo Rural.

Projeções para a safra 2025/26 ainda dividem especialistas

Embora os efeitos da estiagem já sejam visíveis no campo, as projeções para a safra 2025/26 ainda são conflitantes. Enquanto alguns analistas apostam em uma leve recuperação da produção, produtores e tradings demonstram maior cautela e já falam em uma possível nova queda expressiva na moagem de cana-de-açúcar.

Durante evento realizado nesta semana em Ribeirão Preto (SP), a consultoria Datagro apresentou sua estimativa preliminar para a nova temporada, prevendo uma moagem de 612 milhões de toneladas, o que representa uma leve redução de 1,4% em relação à safra atual. Apesar disso, o setor reconhece que o cenário ainda é bastante incerto e pode mudar dependendo do comportamento climático nos próximos meses.

Estresse hídrico e heterogeneidade das lavouras preocupam o setor

A situação das lavouras é considerada heterogênea, com algumas regiões apresentando impactos mais severos que outras. A irregularidade das chuvas e o estresse hídrico acumulado desde o ano passado dificultam a recuperação plena dos canaviais, especialmente das áreas que já vinham apresentando baixa produtividade.

Além disso, a combinação entre estiagem prolongada e altas temperaturas favoreceu a ocorrência de incêndios nos canaviais em 2024, o que agrava ainda mais os danos ao desenvolvimento das plantas e compromete o potencial de produção.

Clima será determinante nos próximos meses

Com a proximidade do início da safra 2025/26, o clima segue como fator decisivo para a definição do desempenho do setor. Caso não haja uma reversão do quadro de seca e as chuvas não retornem com intensidade suficiente, o Centro-Sul poderá enfrentar novamente uma temporada de baixa produtividade, impactando diretamente os preços do açúcar e do etanol no mercado interno e externo.

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