Carrapatos: Será que existe solução ?

Fernanda Paes De Oliveira, em05/03/2021
 Erik Karits/Pexels

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Vamos começar a nossa matéria passando algumas informações sobre o controle de carrapatos bovinos, cada semana darei algumas dicas, hoje vou falar sobre o “controle estratégico”.

Combata o inimigo quando eles estiverem em menor número

Nos meses de menores infestações, mais quentes ou mais secos, faça cinco ou seis banhos estratégicos nos animais, um a cada 21 dias ou quatro a cinco tratamentos pour on a cada 30 dias.

Siga as orientações

A bula do produto deve ser lida para seguir todas as recomendações do fabricante, principalmente quanto à homogeneização, dosagem, período de descarte do leite e permissão para uso em vacas em lactação.

Outro ponto importante é sobre carrapaticidas e o ciclo biológico do parasita,  quero ressaltar que este acáro causa queda na produção de leite e carne; danos no couro, transmissão de doenças, como a tristeza parasitária bovina  e miíases.

Carrapaticidas - Qual devo usar?

A troca de carrapaticidas sem obedecer a critérios técnicos acaba por possibilitar que populações de carrapatos tenham contato com todos ou a maioria dos grupos químicos disponíveis, o que acaba por propiciar a seleção de carrapatos resistentes. Na troca de carrapaticida deve-se obrigatoriamente mudar o princípio ativo, e não apenas produtos comerciais como é feito,  pois não propiciará o controle das populações de carrapatos.

 

Em cada propriedade existe uma popu­lação com características diferentes, dependendo do histórico do uso dos carrapaticidas. Assim, um determinado pro­duto pode ser eficiente no combate aos carrapatos em uma propriedade e não ser na outra. Por isso, em cada propriedade deve proceder ao teste de sensibilidade dos carrapatos aos carrapa­ticidas, conhecido como Biocarrapaticidograma – é um teste na qual fêmeas ingurgitadas (repletas de sangue) são imersas em solução acaricida, para determinar o índice de reprodução das fêmeas e a eficiência dos acaricidas.

 

Ciclo biológico do carrapato R. Microplus

Boophilus microplus exige um único hospedeiro para a sua evolução, no qual existe duas fases: a parasitária que começa a partir da subida da larva até adulto ingurgitado e  a fase de vida livre, onde as fêmeas acasaladas ingurgitadas caem ao solo em torno do 22dia para depositar seus ovos. Cada fêmea faz a postura de 3.000 ovos, aproxima­damente, durante um período de 16 dias. As larvas ao eclodirem necessitam de dois a três dias para endurecerem a cutícula e em seguida procurarem por talos de plantas, agrupando-se, para esperar a passagem de hospedeiros, conforme a foto abaixo.

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