A falta cobrada com perfeição, de longe, a cinco minutos do final do jogo, não apenas salvou o Santos de outra vez estrear no Campeonato Brasileiro com derrota, como mudou também o destino do colombiano Molina. Enquanto os companheiros comemoravam como vitória o empate por 1 a 1 com o Grêmio, no Olímpico, neste domingo, o meia finalmente ouviu o que esperava há mais de um mês, quando ressurgiram as especulações em torno de sua saída da Vila Belmiro.
O técnico Vagner Mancini, após tentar desconversar, afirmando que pode ter havido alguma tentativa de negociação por parte do investidor (Grupo Sonda), acabou encerrando o assunto de forma categórica. "Molina não deixa o Santos".
Até o momento em que disparou o chute certeiro contra o gol de Victor, a situação de Molina era igual à de Lucio Flavio, Roni e outros jogadores com salários considerados altos. Eles podem sair em troca por atletas que interessam ao Santos ou até mesmo ter a liberação facilitada, dentro do processo de redução de gastos. Ainda mais depois que Paulo Henrique Lima se firmou como meia de armação e Neymar passou a ser presença constante no ataque.
Agora, mesmo sem garantir um lugar no time titular, o colombiano pelo menos será uma opção no banco de reservas, entrando com determinações específicas quando o time precisa do gol e não consegue marcar: arriscar o arremate de meia distância, invadir a área com a bola dominada, dar assistência ou tentar o gol. E, com mais uma incumbência: cobrar faltas de longe.
"Quando jogava na Colômbia, fazia muitos gols de falta e a minha mãe gostava", lembrou Molina após o jogo em Porto Alegre. "Por isso aproveitei para dedicar esse, que foi um dos mais bonitos da minha carreira, à ela e à minha esposa como presente do Dia das Mães", explicou. Mas, intimamente, o meia colombiano sabe que o presente foi mesmo para ele. "Precisava desse gol", reconheceu, aliviado.
Gol contra o Grêmio garante Molina no Santos
Gol contra o Grêmio garante Molina no Santos
