Nove em cada dez médicos de UTI praticam ortotanásia

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Nove em cada dez médicos de UTI praticam ortotanásia -
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Pesquisa publicada pela revista da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) revela que mais de 90% dos profissionais que atuam em unidades de terapia intensiva (UTI) já praticaram ortotanásia, ou seja, limitaram ou suspenderam o tratamento de um paciente terminal. Com base na informação, a entidade divulga recomendações sobre como devem ser os cuidados com esses doentes nos hospitais.


A ortotanásia foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2006, mas a norma entrou em vigor apenas no fim do ano passado. A resolução determina que, para limitar ou interromper o tratamento, o médico precisa ter a anuência do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares. Ao contrário do que ocorre na eutanásia, não há indução da morte.


Ederlon Rezende, presidente da Amib, afirma que é necessário treinar os profissionais que trabalham nas UTIs para que eles saibam reconhecer o momento de suspender os esforços terapêuticos. "Esse assunto não é novidade para especialistas em medicina intensiva. Mas apenas 4.000 dos 20.000 médicos que trabalham em UTIs têm essa formação", diz Rezende.


Segundo o presidente da Amib, o erro mais comum das equipes é insistir em terapias "inúteis", que adiam a morte, mas são incapazes de evitá-la. Desde a última revisão do Código de Ética Médica, em 2010, essa atitude passou a ser considerada uma infração ética. O recomendado para esses casos é a adoção de cuidados paliativos, que visem apenas deixar o paciente confortável.

 

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