Novas imagens em alta resolução mostram como é o Sol de perto

Fonte: band.uol.com.br, em08/09/2020

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Reprodução / CBS News / KIS

O maior telescópio solar da Europa divulgou imagens inéditas do sol, em close.

“Gregor”, um telescópio operado por uma equipe de cientistas alemães no Observatório Teide, na Espanha, obteve novas imagens de alta resolução da intrincada estrutura do Sol – “as melhores já capturadas por um telescópio europeu”, como afirmaram os cientistas.


Segundo a CBS News, os novos ângulos permitem que os cientistas estudem os campos magnéticos, convecção, turbulência, erupções e manchas solares com mais detalhes do que nunca.


Agora será possível estudar detalhes tão pequenos quanto 48 km na superfície do Sol – uma pequena fração de seu diâmetro de 1392082 km. "É como se alguém pudesse ver uma agulha perfeitamente afiada em um campo de futebol", exemplificam os pesquisadores.

O sol está sujeito a uma série de fenômenos, mas ainda não se sabe muito sobre seu campo magnético em si. Portanto, as imagens de sua superfície são cruciais para revelar suas complexidades.

As fotos mostram detalhes surpreendentes da evolução das manchas solares (são as áreas temporariamente mais escuras devido à redução da temperatura da superfície, causada pelo fluxo do campo magnético), além de estruturas complexas do plasma solar.

“Este foi um projeto muito emocionante, mas também extremamente desafiador. Em apenas um ano, redesenhamos completamente a ótica, a mecânica e a eletrônica para alcançar a melhor qualidade de imagem possível”, comentou a Dra. Lucia Kleint, que liderou o projeto.

A pesquisa da equipe foi inicialmente interrompida devido às restrições impostas pela pandemia do coronavírus, mas os pesquisadores disseram que estavam ansiosos para voltar ao laboratório quando as fronteiras da Espanha fossem reabertas, o que ocorreu em julho.

Ao aprender sobre a atividade magnética do sol, os cientistas poderão aconselhar melhor sobre como proteger a tecnologia, como satélites, e o nosso planeta da atividade solar.

"O projeto foi bastante arriscado porque essas atualizações de telescópio geralmente levam anos, mas o grande trabalho em equipe e o planejamento meticuloso levaram a este sucesso", comemorou a Dra. Svetlana Berdyugina, diretora do KIS. "Agora temos um instrumento poderoso para resolver quebra-cabeças no Sol."


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