Angola prende dois suspeitos por ataque à seleção de Togo

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A rádio estatal de Angola informou que dois suspeitos pelo ataque à delegação de Togo, às vésperas do início da Copa Africana de Nações, foram presos no domingo.

O governo de Angola acusou as Forças de Libertação do Estado de Cabinda (Flec) pelo ataque, que deixou três mortos e oito feridos. A seleção de Togo ia do Congo para Angola para disputar o torneio.

Cabinda é um enclave angolano no Congo responsável por 70% da produção de petróleo do país, anexado ao país quando este ainda era colônia de Portugal, durante a ditadura de Antonio Salazar. Após a independência de Angola, se tornou uma província do novo país.

Ontem, a seleção do Togo abandonou o torneio. Dirigentes pediram que o grupo abandonasse o torneio. Os atletas se recusaram a deixar a competição após uma reunião, em um primeiro momento, mas acabaram cedendo à pressão.

O líder das Flec, Rodrigues Mingas, reivindicou neste domingo a autoria do ataque ao ônibus de Togo e avisou que novos atentados irão ocorrer. "Vale tudo. Estamos em guerra. As armas vão continuar falando", disse à "AFP".

A cidade, palco do ataque, será sede de sete jogos da Copa Africana. A decisão de manter as partidas em Cabinda irritou Mingas, que criticou o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Isaa Hayatou. "Os ataques vão continuar, porque o país está em guerra e porque Hayatou é teimoso."

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