Delegação canadense visita AgNest e mira parcerias tecnológicas no agro paulista
Para a Embrapa, a visita reforça sua atuação na articulação de redes internacionais de pesquisa e inovação.
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👉 ENTRAR NO CANAL GRATUITO Seu número fica oculto e protegido.Missão com 16 empresas de AgTech percorre cidades do corredor de inovação do Estado e discute testes de tecnologias, cooperação científica e novos investimentos no Brasil
O AgNest Farm Lab, o hub de inovação da Embrapa, recebeu em 24 de fevereiro uma delegação formada por 16 empresas canadenses de tecnologia agrícola interessadas em ampliar parcerias e testar soluções no Brasil. A visita integrou missão empresarial que percorre cidades do chamado corredor paulista de inovação, com agendas em São Paulo, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto e Jaguariúna.
A iniciativa foi organizada pelo Serviço de Comissários de Comércio do Consulado-Geral do Canadá em São Paulo, com apoio da Export Development Canada e da Câmara de Comércio Brasil-Canadá. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o mercado agrícola brasileiro, identificar parceiros técnicos e comerciais e estruturar projetos de cooperação de longo prazo.
Instalado em Jaguariúna, o AgNest funciona como ambiente de experimentação em condições reais de produção. Conecta startups, empresas e pesquisadores para codesenvolver e validar tecnologias antes da entrada no mercado. A programação incluiu apresentações institucionais, pitches e reuniões técnicas com 17 pesquisadores da Embrapa que atuam em agricultura digital, bioinsumos, mudanças climáticas e sistemas produtivos sustentáveis.
O modelo do AgNest foi pensado para priorizar a validação colaborativa, permitindo que empresas testem soluções em parceria com a pesquisa pública e produtores, reduzindo riscos e encurtando o tempo entre o laboratório e o campo. Para a delegação, o Brasil reúne escala produtiva, diversidade climática e demanda crescente por eficiência ambiental, combinação vista como estratégica para novas tecnologias.
“O Brasil é uma potência agrícola global, e o Canadá reconhece o enorme potencial de colaboração entre nossos ecossistemas de inovação”, afirmou a cônsul-geral do Canadá em São Paulo, Joanne Lemay. Segundo ela, o governo canadense apoia iniciativas que ampliem a parceria bilateral e as conexões comerciais e científicas.
O Canadá tem presença relevante em agricultura de precisão, com uso de inteligência artificial, sensores, internet das coisas e drones, além de robótica, automação, biotecnologia e tecnologias de baixo carbono. A estratégia é aproximar essas competências das demandas brasileiras.
A agenda incluiu reuniões com representantes da EDC, agência de crédito à exportação do governo canadense, que financia operações internacionais de empresas do país. Presente no Brasil desde a década de 1960, a instituição vem ampliando sua atuação no agronegócio. Na avaliação de Fernanda Custodi, diretora de desenvolvimento de negócios da EDC, Brasil e Canadá, países com forte base agropecuária, têm tecnologias complementares e espaço para ampliar o intercâmbio, lembrando que nos últimos anos, a instituição canadesnse tem apmpliado sua atuação especialmente no setor de agronegócio, com foco na América Latina e Europa.
Entre os empresários, o interesse é expandir negócios. O CEO da Genset Synchro, Eric Frechette, afirmou que busca compreender o ambiente de inovação brasileiro e validar soluções em larga escala. Segundo ele, energia e agroenergia estão cada vez mais integradas diante da pressão por eficiência e sustentabilidade.
Marcio Francesquíne, adido comercial do Canadá para o agronegócio no Brasil, afirmou que o País é referência em inovação agrícola e mercado estratégico para empresas de tecnologia. Destacou ainda a rápida adoção de soluções digitais pelos produtores brasileiros e o alinhamento entre os dois países em temas como governança e sustentabilidade.
Cristina Hori, gerente de inovação do consulado, disse que a missão pretende conectar startups e empresas canadenses ao ecossistema brasileiro para desenvolver soluções conjuntas. Para ela, a Embrapa tem papel central ao oferecer base técnica e facilitar a compreensão das especificidades do mercado local.
Cooperação em rede
Para a Embrapa, a visita reforça sua atuação na articulação de redes internacionais de pesquisa e inovação. A chefe de Transferência de Tecnologia e Inovação da Embrapa Meio Ambiente, Janaína Tanure, afirmou que a aproximação entre empresas estrangeiras, pesquisadores e ambientes de validação como o AgNest amplia o acesso a tecnologias, estimula investimentos e fortalece o posicionamento do Brasil como plataforma para o desenvolvimento de soluções voltadas à agricultura sustentável. A expectativa é que os contatos iniciados em Jaguariúna avancem para projetos concretos de cooperação.
*Com informações da assessoria de comunicação do Consulado Geral do Canadá em São Paulo
Marcos Vicente (MTb 19.027/MG)
Embrapa Meio Ambiente