Debate na Alesp valoriza negritude e resistência na conexão cultural e histórica entre Brasil e Cuba

Evento encerrou ciclo de debates do projeto ?Insurgente? que vem realizando ações nos países do sul global para fortalecer redes culturais e ampliar a cooperação internacional por meio da arte, educação e mobilização social

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Debate na Alesp valoriza negritude e resistência na conexão cultural e histórica entre Brasil e Cuba - Divulgação
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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebeu, nesta segunda-feira (9), a atividade parlamentar "Democratização do Projeto Insurgente: Conexões Brasil X Cuba". Solicitado pela deputada Mônica Seixas do Movimento Pretas (Psol), o encontro marcou o encerramento de um ciclo de debates sobre o intercâmbio cultural e histórico entre os dois países, que compartilham movimentos sociais de luta e resistência pelo fortalecimento da identidade negra e periférica: eixo central da iniciativa "Insurgente", abreviação de "Identidades e Narrativas da Gente do Sul".

"O encontro é um chamado para fomentar mais políticas públicas de acesso a editais públicos culturais para a população negra e periférica do estado de São Paulo. Assim, conseguimos ampliar as oportunidades de produções para artistas e agentes culturais", ressaltou o produtor cultural, Igor Fernandes.

Durante o evento, foi exibida uma prévia da websérie "Insurgente", produzida pela Luz Negra (PI), que mostra como a cultura se torna uma ferramenta de sobrevivência e emancipação entre Brasil e Cuba. A exibição da obra no Parlamento Paulista representa a ocupação dos espaços institucionais por narrativas latino-americanas que reafirmam que cultura, além de ser um direito fundamental, é uma ferramenta de construção coletiva.

"Política cultural salva vidas. Um exemplo são as cotas. Poder experimentar uma vida artística forma cidadãos de forma mais crítica. Isso deve ser tratado como direito. Por isso, os editais de produção cultural representam só uma etapa profissional para contratação de profissionais do segmento", disse Mônica Seixas.

A deputada ainda destacou algumas expressões culturais, como samba, congada, bumbos, artesanatos indígenas e outros saberes ainda não documentados, que resistiram à tentativa dos bandeirantes em dizimar a cultura local durante o processo histórico do estado de São Paulo. "A arte é sobre nossa identidade e é um compromisso público poder fazê-lo por meio da melhor distribuição do orçamento em editais", complementou.

O que é o projeto Insurgente?

Apoiado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) 2025, iniciativa do governo paulista que incentiva a produção artística e cultural no estado, o projeto "Insurgente" é realizado pelo JoPA Companhia Criativa e Instituto Formando Mentes Coletivas.

Desde 2023, o projeto vem realizando ações nos países do sul global: Brasil, Colômbia, Cuba e México. Essas medidas fortalecem redes culturais e ampliando a cooperação internacional por meio da arte, da educação e da mobilização social. Em 2025, o projeto realizou ações no Brasil, Colômbia e Cuba, mapeando territórios, artistas, saberes tradicionais e iniciativas comunitárias.

"Cuba foi escolhida pelo projeto para estabelecer essa conexão cultural com o Brasil por terem sido os últimos países a abolirem a escravidão nas Américas. Essa convergência histórica moldou as estruturas sociais e produções culturais dos dois países", disse Vinícius Pereira, proponente do projeto.

O ciclo de debates do projeto percorreu diversas comunidades, aldeias e coletivos de Catanduva, Marília, Assis, Jaú, Bauru, Ourinhos, Ribeirão Preto e, por último, em São Paulo na Alesp.

O evento ainda contou com a participação da codeputada Rose Soares do Movimento Pretas (Psol); Kahena Bizzotto, uma das gestoras do projeto, e artistas, como Victor Thiago Lemos, MC Bronca Bboy.

Assista ao evento, na íntegra, na transmissão da TV Alesp:



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