Cartunista Glauco Villas Boas e o filho são assassinados em Osasco
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Dona Marta, personagem criada por Glauco, é conhecida por cantar qualquer um, ir para cima dos homens
O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e o filho dele, Raoni Ornellas Pires Villas Boas, de 25 anos, foram mortos a tiros na madrugada desta sexta-feira durante uma tentativa de assalto à casa da família em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo a polícia, uma testemunha reconheceu um dos suspeitos.
De acordo com informações passadas por esta testemunha à polícia, três homens chegaram à residência do cartunista, no bairro de Santa Fé, zona norte da cidade, em um Gol cinza.
Segundo o advogado da família, Ricardo Handro, eles renderam Glauco, a filha e a mulher dele. O cartunista negociou com os assaltantes e pediu para ser levado, mas que a mulher e filha pudessem ficar em casa.
Handron afima que, no momento em que Glauco saía da residência com os bandidos, por volta da 0h30, Raoni chegou da faculdade e se assustou ao ver o pai ensaguentado por ter levado uma coronhada na cabeça. O jovem discutiu com os bandidos, que dispararam quatro vezes contra ele e o cartunista.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, os dois já haviam sido socorridos por moradores. Eles foram levados ao Pronto-Socorro Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos. Os corpos chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Osasco por volta das 6h45 e já foram liberados.
Conforme o advogado, os criminosos pareciam drogados. A filha e a mulher do cartunista estão machucadas e em estado de choque.
Os suspeitos fugiram e ainda não foram localizados. A testemunha que presenciou os assassinatos disse que não foi possível anotar a placa do veículo.
O caso foi registrado no 1º DP de Osasco como homicídio simples, mas deve ser investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
O velório dos corpos de Glauco e Raoni será na igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista, e será exclusivo aos familiares. O enterro deve acontecer no cemitério Gethsêmani Anhanguera, na Vila Sulina, em São Paulo.
Carreira
Nascido em 1957, em Jandaia do Sul, no Paraná, Glauco Villas-Boas publicou sua primeira tira em 1976 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. A carreira decolou após ser premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, também em 1976, e na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba. Glauco começou a publicar suas tiras no jornal "Folha de S.Paulo" de maneira esporádica em 1977 e, em 1984, os desenhos passaram a ser regulares. Ele desenvolveu os personagens Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.
Como redator, fez parte do elenco de redatores da TV Pirata, da Rede Globo. Músico, também tocava em bandas de rock.
Em parceria com os cartunistas Angeli e Laerte, lançou os "Los Três Amigos", tira com histórias sarcásticas que também eram publicadas pela Folha. Em 2006, publicou o livro "Política Zero", com 60 charges sobre a crise no governo Lula.
O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e o filho dele, Raoni Ornellas Pires Villas Boas, de 25 anos, foram mortos a tiros na madrugada desta sexta-feira durante uma tentativa de assalto à casa da família em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo a polícia, uma testemunha reconheceu um dos suspeitos.
De acordo com informações passadas por esta testemunha à polícia, três homens chegaram à residência do cartunista, no bairro de Santa Fé, zona norte da cidade, em um Gol cinza.
Segundo o advogado da família, Ricardo Handro, eles renderam Glauco, a filha e a mulher dele. O cartunista negociou com os assaltantes e pediu para ser levado, mas que a mulher e filha pudessem ficar em casa.
Handron afima que, no momento em que Glauco saía da residência com os bandidos, por volta da 0h30, Raoni chegou da faculdade e se assustou ao ver o pai ensaguentado por ter levado uma coronhada na cabeça. O jovem discutiu com os bandidos, que dispararam quatro vezes contra ele e o cartunista.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, os dois já haviam sido socorridos por moradores. Eles foram levados ao Pronto-Socorro Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos. Os corpos chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Osasco por volta das 6h45 e já foram liberados.
Conforme o advogado, os criminosos pareciam drogados. A filha e a mulher do cartunista estão machucadas e em estado de choque.
Os suspeitos fugiram e ainda não foram localizados. A testemunha que presenciou os assassinatos disse que não foi possível anotar a placa do veículo.
O caso foi registrado no 1º DP de Osasco como homicídio simples, mas deve ser investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
O velório dos corpos de Glauco e Raoni será na igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista, e será exclusivo aos familiares. O enterro deve acontecer no cemitério Gethsêmani Anhanguera, na Vila Sulina, em São Paulo.
Carreira
Nascido em 1957, em Jandaia do Sul, no Paraná, Glauco Villas-Boas publicou sua primeira tira em 1976 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. A carreira decolou após ser premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, também em 1976, e na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba. Glauco começou a publicar suas tiras no jornal "Folha de S.Paulo" de maneira esporádica em 1977 e, em 1984, os desenhos passaram a ser regulares. Ele desenvolveu os personagens Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.
Como redator, fez parte do elenco de redatores da TV Pirata, da Rede Globo. Músico, também tocava em bandas de rock.
Em parceria com os cartunistas Angeli e Laerte, lançou os "Los Três Amigos", tira com histórias sarcásticas que também eram publicadas pela Folha. Em 2006, publicou o livro "Política Zero", com 60 charges sobre a crise no governo Lula.