Sincomercio Araçatuba recebe lideranças do varejo regional para discutir os entraves jurídicos e econômicos do setor
Reunião da Câmara Regional Norte do Conselho do Comércio Varejista teve como destaques a responsabilidade patrimonial e a proposta de fim da escala 6x1
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👉 ENTRAR NO CANAL GRATUITO Seu número fica oculto e protegido.O debate sobre temas estratégicos para o ambiente de
negócios foi o foco do encontro da Câmara Regional Norte do Conselho do Comércio Atacadista, órgão da Federação do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP),
realizado na última terça-feira (7), no Sindicato do Comércio
Varejista (Sincomercio) de Araçatuba. Na pauta, os impactos jurídicos e
econômicos relacionados à responsabilidade patrimonial do empresário e o
Projeto de Lei (PL) que propõe o fim da escala 6x1, atualmente em tramitação no
Congresso Nacional.
A reunião — que teve como anfitrião o presidente do
Sincomercio Araçatuba, Gener Silva — contou com as participações do presidente
em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, do assessor jurídico
Paulo Igor de Souza e da assessora Kelly Carvalho, ambos também da Federação,
além do presidente do Conselho do Comércio Atacadista e do Sincomercio
Araraquara, Antônio Deliza Neto. Também estiveram presentes representantes
de nove Sindicatos Patronais pertencentes à Câmara Regional Norte nas cidades
de Jales, Mirassol, Votuporanga, Birigui, Barretos, Fernandópolis, Penápolis,
São José do Rio Preto e Novo Horizonte.
“Receber um encontro dessa relevância em Araçatuba confirma
o papel estratégico da nossa região no fortalecimento do comércio paulista. É
uma oportunidade de integração, troca de experiências e alinhamento
institucional diante de impasses que afetam diretamente a sustentabilidade das
empresas”, afirmou Gener Silva.
Responsabilidade patrimonial exige atenção redobrada
No campo jurídico, foram discutidos os riscos relacionados à
responsabilização dos empresários, especialmente nas situações que envolvem
irregularidades na gestão ou descumprimento de obrigações legais. Na prática,
empresários individuais, incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs),
respondem de forma ilimitada pelas obrigações do negócio, o que pode levar à
utilização do patrimônio pessoal para quitar dívidas. Nas Sociedades Limitadas
(LTDAs), por sua vez, essa separação funciona como uma proteção relevante,
desde que sejam respeitados os limites legais.
Frente a isso, gestão financeira organizada, separação
rigorosa de contas e cumprimento das obrigações legais são medidas essenciais
para reduzir riscos e preservar o patrimônio do empresário.
Consequências econômicas das mudanças na jornada de
trabalho
Já no campo econômico, a proposta de extinção da escala 6x1
foi analisada sob a óptica dos custos operacionais e dos reflexos sobre o
emprego e a competitividade. Estudos apresentados indicam que a diminuição da jornada legal de 44 para 40 horas semanais pode
gerar um impacto de aproximadamente R$ 158 bilhões para a folha de
pagamentos das empresas brasileiras.
Na visão da FecomercioSP, a discussão sobre a jornada é
legítima, mas precisa considerar as particularidades de cada setor e as
condições da economia brasileira. Nesse contexto, a Entidade ressalta que a
negociação coletiva é um instrumento capaz de ajustar jornadas e condições
laborais conforme a realidade de cada atividade, evitando a adoção de regras
uniformes que possam comprometer a operação de setores intensivos em mão de
obra.
Segundo a Federação, mudanças na jornada podem elevar
substancialmente os custos das empresas, pressionar preços e afetar a geração
de empregos, principalmente nos segmentos que demandam funcionamento contínuo,
como o Comércio, o Turismo e os Serviços.
A reunião ressaltou o papel do conselho como espaço de diálogo e construção de soluções para os desafios enfrentados pelo comércio atacadista, promovendo a disseminação de informações técnicas e o alinhamento institucional em temas importantes para o ambiente de negócios.
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para
fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo,
mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções,
elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que afetam
a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por
quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10
milhões de empregos.