Suzano registra recorde histórico com venda de 12,7 milhões de toneladas de celulose
Impulsionada por unidade em MS, Suzano bate marca mundial de vendas e supera desafios globais
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👉 ENTRAR NO CANAL GRATUITO Seu número fica oculto e protegido.A Suzano, consolidada como a maior produtora mundial de celulose de mercado, atingiu um marco sem precedentes em sua trajetória operacional. Segundo o balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), divulgado nesta quinta-feira (30), a companhia comercializou 12,7 milhões de toneladas de celulose no acumulado dos últimos 12 meses (abril de 2025 a março de 2026). Este volume representa o maior patamar de vendas já registrado na história da empresa.
Além da performance recorde na celulose, a gigante do setor de bioprodutos comercializou 1,7 milhão de toneladas de papéis — englobando os segmentos de embalagens, gráficos, especiais e sanitários (tissue) — no mesmo intervalo de 12 meses.
Expansão em Ribas do Rio Pardo e Eficiência Logística
O desempenho histórico é atribuído, primordialmente, à maturação e ao aumento da capacidade produtiva proveniente da unidade de Ribas do Rio Pardo (MS). A planta, que recebeu investimentos massivos nos últimos anos, tornou-se um pilar estratégico para a escala global da companhia.
A eficiência operacional e a robustez da cadeia logística também foram determinantes para que a Suzano conseguisse escoar a produção para clientes em mais de 100 países. No recorte específico do 1T26, as vendas somaram 3,2 milhões de toneladas totais, sendo 2,8 milhões de celulose e 378 mil de papéis.
Resultados Financeiros e Geração de Caixa
Apesar de um cenário macroeconômico complexo, caracterizado pela valorização do Real frente ao Dólar e instabilidades geopolíticas no Oriente Médio, os indicadores financeiros da Suzano demonstraram resiliência:
Receita Líquida: R$ 11 bilhões no trimestre.
EBITDA Ajustado: R$ 4,6 bilhões.
Lucro Líquido: R$ 4,3 bilhões.
Geração de Caixa Operacional: R$ 2,5 bilhões.
O custo caixa de produção de celulose (excluindo paradas programadas) foi de R$ 802 por tonelada. A companhia mantém uma política rigorosa de hedge para mitigar a volatilidade dos preços de energia e petróleo, fatores pressionados pelas tensões globais.
Declaração da Presidência
O presidente da Suzano, Beto Abreu, destacou que o trimestre superou as expectativas internas, especialmente no que diz respeito aos preços da celulose em dólar.
"Seguimos focados em eficiência operacional, disciplina de custos e redução do nível de endividamento, pilares que reforçam a nossa resiliência e contribuem para fortalecer ainda mais a competitividade da companhia em um ambiente operacional desafiador", afirmou o executivo.
Ao final do 1T26, a alavancagem financeira da Suzano, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, situou-se em 3,3 vezes em dólar, com uma dívida líquida total de US$ 13 bilhões.