Brasil pode ter vacina contra dengue em 2019

Fonte: Agência Brasil, em04/01/2017

Vacina já está na última fase de testes / Elza Fiúza/AB

A vacina contra a dengue, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã, poderá ser usada em larga escala em 2019. A fase de testes já começou, foram instalados centros em 13 cidades de cinco regiões do país para imunizar voluntários e avaliar a eficácia do produto.

Até o momento, já foram aplicadas doses em 4 mil pessoas, das 17 mil que deverão participar dos testes.

Essa é a última fase antes da vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo o diretor Instituto Butantã, Jorge Kalil, é possível que a vacina chegue à população em 2019.

“Eu acho difícil que ela esteja disponível já no ano que vem. Mas nós vamos trabalhar para que esteja. Mas talvez no outro verão possa estar disponível. Agora, depende de muitas coisas”, ressaltou.

Investimento

O governo de São Paulo assinou nesta terça-feira um acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para liberação de R$ 97,2 milhões destinados à construção da fábrica de vacinas contra a dengue. O valor cobre 31% do custo total do projeto, orçado em R$ 305,5 milhões.

Os recursos vão permitir a conclusão do novo prédio que terá capacidade de produzir até 30 milhões de doses por ano. O dinheiro possibilitará ainda a instalação de equipamentos, mobiliário e capacitação das equipes.

Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o prédio deverá estar pronto em 60 dias.

A vacina

A vacina deverá proteger contra os quatro tipos de vírus da dengue. De acordo com o secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip, a expectativa é que a eficácia do produto ultrapasse os 80%.

“Nós tivemos um poder imunogênico da vacina muito bom e poucos efeitos adversos”, disse com base nos resultados observados nas duas fases iniciais do desenvolvimento da vacina, produzida a partir do próprio vírus enfraquecido geneticamente.

Nesta última fase de testes, dois terços dos voluntários serão imunizados e um terço receberá um placebo sem efeito. A partir daí, será observada a taxa de infecção no grupo que foi vacinado e no de controle, que recebeu a substância sem efeito.

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