Pai diz que esposa chorou ao ver surra da filha na escola: "É revoltante"

Fonte: Da redação com Assessoria de Imprensa, em19/03/2015

Menina tem cabelo puxado por aluna em escola de Mirassol (Foto: Reprodução/ TV TEM)

O pai da estudante que foi agredida por outra próximo a um colégio estadual em Mirassol (SP), na segunda-feira (16), não se conforma com o episódio. A briga aconteceu a menos de 100 metros da entrada da escola e foi gravada por outros alunos. 

“Minha filha chegou da escola e me contou sobre a briga, pensei que era uma briga normal de adolescente, para mim não mudava nada, ainda fiquei bravo com ela”, lembra Ismailton Batista. Assim que o vídeo começou a ter repercussão na internet, os pais da estudante tiveram acesso ao material e viram cenas.

“Quando cheguei do trabalho, vi minha esposa chorando com o celular na mão. Ela me pediu para ver o vídeo, aí liguei a internet e vi tudo. É revoltante”, diz o pai da estudante.

As imagens da agressão, gravadas por celulares de outros alunos, foram compartilhadas nas redes sociais. O vídeo começa com uma discussão, mas assim que uma das meninas se vira para ir embora, a outra a puxa com bastante força pelos cabelos. Daí em diante, a jovem é arrastada e jogada na calçada por vários metros.

Testemunhas
Vários estudantes testemunham as agressões, mas ninguém tenta separar a briga. Quando a agressora solta a menina, ela tenta se levantar e leva socos. Depois de apanhar, a estudante consegue se levantar, mas ainda é arrastada pelos cabelos, até que uma terceira menina resolve intervir.

Os pais da estudante agredida a levaram na delegacia, para registrar boletim de ocorrência, e no Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito.

A vítima teve ferimentos na cabeça e nas costas. “Estou com muita dor, não consigo virar minha cabeça, minha coluna dói muito”, diz a estudante.

A adolescente de 13 anos não quer mais voltar a estudar na escola. “Estou com muito medo, não sei o que pode acontecer.”

O pai se diz aflito com a situação. “Ela vai ter que mudar de escola, ou até de cidade. Naquele colégio vai ser difícil para ela estudar. Estamos conversando para ver o que será resolvido”, afirma Batista.

Desentendimento
A vítima diz que houve um desentendimento entre ela e a agressora na semana passada, mas achou que estava tudo resolvido.

“Eu fiquei sabendo na sexta-feira (13) que ela falou mal de mim e conversei com ela e pensei que a gente tinha se resolvido. Aí no domingo (15) eu fiquei sabendo que ela ainda falava mal de mim e fui conversar com ela. Na segunda-feira (16), fiquei sabendo que contaram para ela que eu queria bater nela, que ia ter briga na saída e ela foi e me esperou na esquina”, diz a estudante.

A Diretoria Regional de Ensino informou que suspendeu a aluna agressora por três dias e que convocou os pais para relatar o ocorrido. A diretoria afirma que reforça ações para prevenir esse tipo de violência.

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