Protesto de empresários provoca congestionamento de 6km em ponte entre SP e MS

Protesto de empresários provoca congestionamento de 6km em ponte entre SP e MS

Foto: Perfil News
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Um fila de aproximadamente seis quilômetros de veículos foi formada na divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, no km zero da BR-262, devido a um protesto de empresários três-lagoenses que reivindicam cerca de R$ 20 milhões que lhes é devido pelo antigo Consórcio UFN3, contratado e recentemente dissolvido pela Petrobrás para edificar as obras da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, às margens da BR-158, saída para Brasilândia. As informações são do portal Pefil News.

O movimento interditou o trânsito em cima da barragem da Usina de Jupiá, onde no final do ano passado igual manifestação ocorreu por conta do não cumprimento das obrigações trabalhistas do Consórcio para com os operários, a maioria oriunda da região nordeste do país. Milhares de trabalhadores foram demitidos, sem que a UFN3 tenha pago as rescisões contratuais e outros direitos. As empresas que compunham o Consórcio UFN3 – a Galvão Engenharia e Sinopec Petroleum do Brasil – e a própria Petrobras foram alvo de ações da Justiça Trabalhista de MS, que bloqueou cerca de R$ 50 milhões de suas contas para pagar os operários.

“O que temos para receber é bem menos, mas também para nós é crucial para que cumpramos nossas obrigações trabalhistas, senão pelo menos mil trabalhadores, contratados por nós, vão ser demitidos”, observou um empresário que tem a receber do Consórcio. Ele não quis ser identificado, mas diz que, “pelo jeito, somente com atos como o que tomamos agora, fechando a rodovia, é vamos chamar a atenção das autoridades, especialmente da Petrobrás, para resolver os nossos problemas financeiros”.

Atílio D’Agosto, empresário e presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas (ACITL), um dos que ponteiam as negociações e agora também o protesto, disse à reportagem do Perfil News que “até o momento, após várias reuniões que não resultaram em nada, a Petrobrás não se manifestou se vai assumir as dívidas do Consórcio ou não; estamos aguardando também um contato do secretário Jaime Verruck, do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, para ver a possibilidade de o governador Reinaldo Azambuja interceder por nós junto à Petrobrás”.

 

D’Agosto garantiu que “[manifestos, protestos] não vão parar por aqui”. Mas, ele se preocupa com a situação dos motoristas e passageiros que foram prejudicados pelo bloqueio. “Pedimos desculpas às pessoas que estão sendo prejudicadas pelo protesto, muitas com parentes que sofrem, passam mal, paradas por horas nesse sol quente, mas nós também temos nossos problemas e somente com ações dessa natureza é que conseguimos chamar a atenção”, enfatizou.

Protesto

Para promover esse movimento, segundo Atílio, a organização do protesto tomou cuidado de comunicar as autoridades policiais e judiciárias. Mas, uma guarnição da Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo, base de Castilho, esteve no local do bloqueio, ao notar que o tráfego não fluía do lado paulista.

 

Nota da Petrobras

Segundo a nota, “com relação à situação dos fornecedores locais da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III – UFN III que não tiveram seus pagamentos honrados pelo Consórcio UFN3 (antigo empreendedor do projeto), a Petrobras esclarece que é legalmente impedida de realizar pagamentos a fornecedores com os quais ela não possui vinculação contratual direta”.

Mais adiante, a nota expressa: ”apesar de não integrar a relação contratual estabelecida entre o Consórcio UFN3 e seus subcontratados e fornecedores, a Petrobras – em parceria com a Prefeitura Municipal de Três Lagoas e a Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas – vem conduzindo negociações diretamente com a Sinopec (integrante do Consórcio) visando à busca de meios para fazer cumprir o pagamento dos débitos contraídos pelas empresas locais”.

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