Henrique Meirelles assume cargo no grupo que controla JBS/Friboi

Henrique Meirelles assume cargo no grupo que controla JBS/Friboi

Em nova função, Meirelles vai estruturar abertura de capital do J&F. Foto: Agência Brasil
Em nova função, Meirelles vai estruturar abertura de capital do J&F. Foto: Agência Brasil

O ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles vai presidir o conselho consultivo do grupo J&F, holding que controla, entre outras empresas, o JBS, o maior frigorífico do mundo, e a fábrica de celulose Eldorado. A contratação foi acertada neste fim de semana. As informações são do jornal Valor Econômico.

 

Uma das principais tarefas do ex-dirigente do BC será criar uma estrutura de governança corporativa para a holding J&F, criando a possibilidade de, no futuro, abrir o capital do grupo. Hoje, o JBS, principal companhia da J&F, está listado na Bovespa e a Pilgrim’s Pride, segunda maior produtora de frango dos EUA, na bolsa de Nova York. Caberá também a Meirelles definir estratégias de crescimento do grupo dentro e fora do Brasil.

 

O grupo J&F fatura aproximadamente R$ 60 bilhões por ano. Além do JBS, controla, entre outras empresas, a Flora, fabricante de produtos cosméticos, de higiene e limpeza; o banco Original; a J&F Oklahoma, maior empresa de confinamento de gado dos Estados Unidos; a Floresta Agropecuária; e a Eldorado, fábrica de celulose que está sendo construída em Três Lagoas (MS), um investimento de R$ 6,2 bilhões.

 

Com a decisão de Meirelles de aceitar o convite da J&F, ele sai da política, mas não se desliga completamente de atividades partidárias. No ano passado, ele mudou o domicílio eleitoral para São Paulo e filiou-se ao recém-criado PSD, com possibilidade de disputar a eleição municipal deste ano. Era cotado para ser vice na chapa encabeçada pelo petista Fernando Haddad.

 

Com a decisão do tucano José Serra de disputar a eleição, o PSD do prefeito Gilberto Kassab decidiu apoiar o candidato do PSDB, em vez de Haddad, inviabilizando uma possível participação de Meirelles. O tucano foi um dos maiores críticos da gestão de Meirelles (2003-2010) à frente do Banco Central.

 

Antes de aceitar o convite da J&F, Meirelles foi sondado para atuar no mercado financeiro, recebeu oferta para atuar por um fundo de hedge americano e esteve cotado para assumir o cargo de presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO). No fim, acabou indicado para a presidência do Conselho da APO. Embora já tenha sido membro de empresas de celulose nos Estados Unidos, quando foi presidente mundial do FleetBoston (ex-BankBoston), esta é a primeira vez que Meirelles trabalha numa empresa do setor produtivo. Sua carreira esteve sempre ligada ao setor financeiro.

 

O ex-presidente do BC deixa claro que não está saindo da política. Segundo afirma, entrou para o PSD para formular o programa econômico do partido, tarefa que pretende levar adiante a partir do próximo mês. “Esta [assumir o cargo na J&F] é a opção do momento. Meu pai trabalhou até os 92 anos como advogado e começou uma carreira nova aos 60”, disse ele, deixando claro que não fechou a porta para a política.

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