No passado, SP e MS se uniram por complexo hidrelétrico

Fonte: Da redação, em31/08/2015

A construção da hidrelétrica de Ilha Solteira. Foto: Acervo Unesp/Divulgação

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A rivalidade entre paulistas e sul-mato-grossenses pela disputa da sede das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, na região de Araçatuba, em nada lembra o passado do projeto. A megaobra do complexo Urubupungá, planejada para ajudar a tirar o País da estagnação energética, ainda na década de 1950, contou com o apoio de sete Estados. Registros históricos mostram São Paulo e o então Mato Grosso como parceiros da empreitada. As informações são da Folha da Região de Araçatuba.

Nas últimas semanas, com a aproximação do leilão que concederá as duas usinas por mais 30 anos, veio à tona a disputa dos dois Estados para assumir o domicílio fiscal dos empreendimentos, até então dos paulistas. Enquanto São Paulo alega ter sido o responsável financeiro pela viabilização dos projetos, Mato Grosso do Sul comemora o reconhecimento da União em ser a sede das casas de força e almeja a reparação tributária pelos impactos em seu território.

ATUALIDADE

O historiador Andrey Martin, 28 anos, nascido em Guararapes, tem se debruçado a esmiuçar os fatos que marcaram o planejamento e o desenvolvimento dos dois projetos. Segundo ele, a recente repercussão na mídia e nas redes sociais sobre qual Estado deve ser o detentor do domicílio fiscal das duas usinas só comprova a atualidade do tema.

"Em redes sociais e nos comentários das notícias na web, percebo um acirramento que ultrapassa a questão energética e dos royalties. Sinto que estão extrapolando o debate econômico e que está havendo uma disputa simbólica", afirma Martin. Para o pesquisador, que faz seu doutorado sobre o tema na Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis, além de impostos, as hidrelétricas também mexem com a identidade cultural das duas comunidades.

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